
Diz-se que a riqueza estraga as pessoas. Paulo Maluf, que leva a vida pública correndo todos os riscos, dá de ombros para o brocardo.
Beneficiado pela anulação da sentença do ‘Frangogate’ no TJ-SP e prestes a ser reabilitado pelo TSE, Maluf foi instado a comentar o tema do dia.
Perguntaram-lhe o que achava do reajuste salarial que os congressistas se autoconcederam nesta quarta (15).
Maluf disse que os novos vencimentos, agora situados na casa dos R$ 26,7, interessam a outros deputados, não a ele:
"Tem alguns deputados de Roraima, de Rondônia, do Acre, que vêm lá do fim do mundo, com seis ou sete filhos, que têm até dificuldade de exercer o mandato".
Dono de situação mais, digamos, afortunada, Maluf declarou o seguinte sobre o seu caso particular:
"Se fosse de graça, eu também estaria exercendo o meu mandato, porque eu gosto da vida pública".
O dinheiro, como se vê, não traz a felicidade. Mas, para felicidade de alguns, paga os melhores advogados.


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